Rotulagem de Energia Elétrica

A informação aqui apresentada pretende dar a conhecer as fontes de energia utilizadas para a produção da energia elétrica fornecida aos nossos clientes, bem como os impactes ambientais associados, em cumprimento do estabelecido na Diretiva n.º 12/2018 da ERSE sobre rotulagem de energia elétrica.

De forma muito resumida podemos dizer que a energia elétrica provém de duas grandes fontes, Renováveis e Não Renováveis, sendo que dentro de cada fonte são utilizadas multiplas tecnologias para a produção de energia elétrica, com diferentes impactes para o ambiente.


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  • 2017
  • 2018
  • 4T 2018
  • 1T 2019
  • 2T 2019



Evolução Trimestral da Energia Consumida




INFORMAÇÃO GERAL SOBRE IMPACTES AMBIENTAIS


A Produção de energia elétrica com recurso á utilização de fontes renováveis como a eólica, hídrica ou fotovoltaica, provoca sempre impactes ambientais de várias ordens, como sendo o paisagístico, sonoro, com interferências diretas na fauna e flora dos meios envolventes.

No entanto estes impactes são muito menos poluentes do que as fontes não renováveis que, para além do impacte visual e sonoro, libertam uma grande quantidade de emissões especificas, em concreto emissões de dióxido de carbono (CO2) e resíduos radiativos de alta atividade (RRAA), e que, á semelhança da maioria das atividade humanas, provocam um grande impacte negativo no ambiente.

Apresenta-se de seguida, sumariamente, os principais impactes ambientais motivados por cada uma das categorias de fonte de energia elétrica consagradas no número 2 do Artigo 2.º da Diretiva ERSE nº. 16/2018, de 13 de dezembro, sobre Rotulagem de Energia Elétrica, para informação do consumidor.


Categorias de fonte de energia elétrica emitentes

Para a avaliação dos impactes ambientais gerados pela produção de energia de origem térmica, onde se inclui a cogeração fóssil, através da queima de combustíveis fósseis, nomeadamente: gás natural, carvão, diesel e fuel, devem também ser analisadas as fases de operação, extração, transporte e refinação dos combustíveis fósseis, em que ocorrem impactes significativos, entre outros, a elevada libertação de gases poluentes, como o dióxido de carbono (CO2), óxidos de azoto (NOx) e óxidos de enxofre (SOx), juntamente com partículas em suspensão e os metais pesados, que densificam o efeito de estufa com impacto no aquecimento global aparecimento de chuvas ácidas, degradação do solo, zonas costeiras e ecossistemas marinhos, extinção das reservas existentes, intrusão visual e ruído.

Quanto aos resíduos sólidos urbanos (RSU) os principais impactos são associados à recolha e transporte dos resíduos aos quais correspondem as emissões atmosféricas e ruído relacionados aos veículos de transporte. A incineração de RSU gera emissões de CO2, contribuindo também para as alterações climáticas, em que as emissões resultantes do processo de combustão produzidas são de um modo geral mais elevadas do que no caso dos combustíveis fósseis, dado o baixo poder calorífico dos RSU e a baixa eficiência de geração.

Nuclear: a referência a esta forma de produção de eletricidade, deve-se ao facto, para efeitos de apuramento da produção base do sistema elétrico português, considerar o saldo importador na interligação proveniente de Espanha, no qual é imputável o mix de produção base do sistema elétrico espanhol que pode incluir a produção elétrica de origem nuclear. A fase de operação da energia nuclear apresenta alguns impactes ambientais bastante significativos, nomeadamente, a poluição térmica e radioativa das águas de refrigeração, perda de biodiversidade provocado pelas emissões radioativas, degradação do solo devido à extração de combustíveis nucleares, a produção de resíduos radioativos e as infraestruturas de produção que geram impactos visuais.


Categorias de fonte de energia elétrica renovável

Eólica: os impactes ambientais associados à produção de energia eólica, são em geral de escala reduzida e localizada, sendo que os principais são o ruido, a intrusão visual e as alterações nos ecossistemas, em particular, na avifauna.

Hídrica: os impactes ambientais dos aproveitamentos de fio de água (sem capacidade de armazenamento dos caudais afluentes) são de magnitude inferior aos grandes aproveitamentos hidroelétricos (com albufeira). Em ambos os tipos de aproveitamento pode existir, ou não, desvio do caudal do rio para ser turbinado, constituindo uma importante intrusão da paisagem. Os grandes aproveitamentos hidroelétricos geram impactos ambientais significativos, embora localizados, podem causar perturbações importantes nos sistemas ecológicos a montante e a jusante.

Cogeração renovável: este tipo de produção simultânea de energia elétrica e térmica de forma mais eficiente (utilização de fonte de combustível renovável) quando comparada com o sistema de produção de energia com cogeração convencional, resulta numa diminuição significativa dos impactos ambientais associados, principalmente na redução das emissões de gases poluentes, em particular do CO2, que é o que mais contribui para o efeito de estufa.

Geotermia: os impactes ambientais da energia geotérmica são dependentes do local da instalação e da tecnologia utilizada. Contudo, os principais impactes estão associados aos resíduos sólidos, poluição térmica ou química de águas superficiais/subterrâneas, ruído, aumento da sismicidade. Estes impactes são mínimos, quando comparados com os impactes das tecnologias convencionais de produção de energia termoelétrica.

Outras renováveis: inclui a produção de energia elétrica tendo por base fontes de energia renovável como:

  • Solar: os sistemas fotovoltaicos geram poucos impactes ambientais, permitindo o aproveitamento de um recurso renovável para produzir energia elétrica sem gerar emissões atmosféricas. No entanto, ocorrem alguns impactes negativos associados, os visuais, sobretudo decorrentes da ocupação de áreas relativamente extensas, e do processo e materiais envolvidos na produção das células fotovoltaicas e seu desmantelamento.
  • Biomassa: o aproveitamento da vegetação não cultivada pode produzir impactes significativos, conforme seja efetuada a exploração. Em muitos casos assiste-se à destruição total da vegetação, com impactes ecológicos expressivos no ecossistema terrestre.
  • Biogás: sendo a incineração uma tecnologia cujo objetivo principal é o tratamento de resíduos, a sua valorização energética pode ser encarada como um “subproduto” (aproveitamento de biogás em aterros sanitários). Assim, os impactes ambientais não devem ser exclusivamente afetos à produção de eletricidade, devendo também ser imputados à atividade de tratamento de resíduos.
  • Ondas e maremotriz: esta forma de produção de energia elétrica apresenta impactos ambientais visuais e de alteração do meio envolvente, nomeadamente na paisagem e habitats, devido à localização das centrais offshore e onshore, alteração de processos de erosão costeira e ecossistemas marinhos.


  • Apresentamos as Emissões Especificas geradas no 2º Trimestre de 2019, pela energia comercializada aos nossos clientes:

    * FE CO2 (g/kWh) ** RRAA (μg/kWh)
    164,45 0,00

    * FE CO2 (g/kWh) – fator de emissão de dióxido de carbono

    ** RRAA (μg/kWh) – resíduos radioativos de alta atividade

    Poderá encontrar no site da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) informação complementar à que é aqui disponibilizada, sobre rotulagem de energia elétrica e impactes ambientais com a sua utilização, através do link: Rotulagem de Energia Elétrica